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Marcus Ávila analisando rótulos de alimentos em reportagem sobre rotulagem nutricional.

Rotulagem nutricional: o que mudou nos rótulos dos alimentos de 2011 a 2026

Em 2011, participei de uma reportagem do jornal Estado de Minas sobre as dificuldades dos consumidores para interpretar os rótulos dos alimentos. Quinze anos depois, muita coisa mudou: surgiram a lupa frontal da Anvisa, a declaração de açúcares adicionados, informações por 100 g ou 100 ml e novas formas de compreender a qualidade da alimentação. Neste artigo, revisito aquela matéria para mostrar o que melhorou, o que continua problemático e o que a própria ciência da Nutrição passou a enxergar de maneira diferente.

Composição com páginas do caderno Bem Viver sobre rotulagem nutricional.

Enigma Nutricional

O artigo aborda as dificuldades que os consumidores têm em decifrar as informações nutricionais presentes nos rótulos dos produtos industrializados. A Organização Mundial de Saúde recomenda que os países adotem medidas para reduzir a propaganda de alimentos pouco nutritivos, especialmente voltada para crianças. No Brasil, a Anvisa publicou uma regulação que estabelece que propagandas de alimentos com doses elevadas de açúcar, gorduras, sódio e bebidas de baixo teor nutricional devem conter advertências sobre os danos que o consumo excessivo pode causar à saúde. O artigo apresenta dicas importantes para ler a informação nutricional nos rótulos dos produtos e escolher alimentos mais saudáveis. O modelo de transmissão de informações eficiente do Reino Unido, chamado de "semáforo nutricional", é apresentado como uma alternativa para ajudar os consumidores a escolher alimentos mais saudáveis. No entanto, ainda há falta de conhecimento por parte dos consumidores em relação aos termos adotados nos rótulos dos produtos industrializados, o que torna as jogadas de marketing da indústria de alimentos ainda mais fáceis.