A salada de quinoa com coco e castanha-de-caju chama atenção antes mesmo da primeira garfada. Há os grãos pequenos e macios, o coco fresco, o toque de limão e a castanha que chega crocante. É uma combinação que foge do arroz de todo dia sem exigir utensílios especiais ou uma tarde inteira na cozinha.

Dos Andes para uma salada com sabor brasileiro

A quinoa tem uma história muito anterior à sua popularidade nas prateleiras de produtos naturais. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), esse grão faz parte da alimentação e dos conhecimentos agrícolas dos povos andinos desde antes do Império Inca. Em sua região de origem, aparece em sopas, preparações de farinha e outras receitas tradicionais.

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Nesta receita, quinoa, coco e castanha se encontram em uma criação contemporânea.

Já a castanha-de-caju nos aproxima de outra paisagem. O cajueiro é nativo do Brasil, com forte ligação histórica ao Norte e Nordeste; a Embrapa registra a importância do cultivo e da produção de castanhas nessas regiões. Nesta receita, quinoa, coco e castanha se encontram em uma criação contemporânea. Não se trata de uma salada tradicional andina, mas de uma combinação que aproveita ingredientes de histórias diferentes.

Três texturas, uma mesma tigela

A quinoa bem cozida deve ficar macia, mas soltinha. Se entrar quente na salada, o coco tende a perder parte do frescor e a castanha amolece. Por isso, depois de cozinhar, vale espalhar os grãos e deixá-los esfriar um pouco antes de misturar os demais ingredientes.

O coco deve aparecer em lascas pequenas, para trazer sabor em várias garfadas sem dominar o conjunto. A cebola-roxa entra em pouca quantidade, e o limão ajuda a equilibrar a riqueza do coco e da castanha. Quem prefere um sabor mais suave pode cortar a cebola bem fina e deixá-la alguns minutos em água fria, escorrendo antes de usar.

Uma salada que não precisa competir com o prato principal

Sirva ao lado de peixe, frango ou legumes assados. Também funciona como parte de uma mesa com várias saladas, especialmente em dias mais quentes. Reserve a castanha para o último momento: assim ela continua trazendo o contraste que faz esta receita ser interessante.

A graça da salada não está em apresentar um ingrediente como superior aos demais. Está em mostrar que uma refeição habitual pode ganhar outra combinação de aromas e texturas, sem deixar de ser simples de preparar.

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